Reino Monera

        
         Os organismos pertencentes ao Reino Monera (do grego moneres = único) são todos unicelulares ou quando muito coloniais, e apresentam células procarióticas.




Vídeo Aula
O professor Dorival Filho explica:
        
        Conhecidos pela designação muito geral de bactérias, estes microrganismos vivem na Terra há cerca de 3800 M.a. (era pré-Câmbrica), existindo evidências que tenham sido os ancestrais de todas as formas de vida na Terra. Pelo menos até há cerca de 1500 M.a. eram as únicas formas de vida no planeta.
        Foram identificadas pela primeira vez há cerca de 300 anos, pelos primeiros microscopistas, mas nem todas as chamadas bactérias são iguais. Apenas nos anos 70 do século passado os biólogos descobriram quão radicalmente diferentes as bactérias e as arqueobactérias realmente são e só em 1996, com a completa seqüenciarão do seu genoma se compreendeu como são diferentes de todos os restantes organismos.
        Podem ser encontrados em todos os meios, ar, água, solo ou mesmo no interior de outros organismos. Isto deve-se ao fato de estes organismos poderem suportar grandes pressões, temperaturas elevadas, concentrações osmóticas mortais para outros organismos e valores de pH radicais.
        Os procariontes dominam a biosfera, superando em número e massa todos os outros organismos, pelo que têm um enorme impacto coletivo na Terra. Embora muito pequenas (geralmente medem entre 1 a 10 mm, quando comparadas com as células eucarióticas que medem entre 10 e 100 mm), no mar chegam a formar 90% da massa total de organismos vivos e num grama de solo agrícola há em média 2,5 mil milhões de bactérias.
Tal como os eucariontes com que partilham a Terra, todos os procariontes atuais são o resultado de milhões de anos de evolução, estando perfeitamente adaptados aos seus habitats, nenhum deles é “primitivo”.
        O fóssil mais antigo de procariontes de que se tem conhecimento neste momento data de há 3,5 mil milhões de anos (estromatólitos) foi encontrado na Austrália e mostra que já existia uma considerável variedade de organismos deste tipo nos primeiros tempos da Vida na Terra. Posteriormente, também foram encontrados fósseis na zona da África do Sul. A natureza destes fósseis e a composição química das rochas onde estão inseridos mostra que já ocorria fotossíntese na época. Em contraste, o registro mais antigo de eucariontes têm aproximadamente 1,5 mil milhões de anos.
        Embora algumas espécies sejam patogênicas, a grande maioria é, pelo contrário, essencial à vida. Se este reino desaparecesse da face da Terra, todos os restantes se lhe seguiriam, pois os ciclos dos químicos cruciais para a vida (como o ciclo do azoto ou do carbono) seriam interrompidos. Na situação inversa, os procariontes continuariam sozinhos, como o fizeram durante mais de 2000 M.a.
        A caracterização deste reino baseia-se, principalmente, na sua morfologia, estrutura, reprodução e metabolismo.

Características dos organismos do reino Monera

        As bactérias têm diâmetros entre 0,5 e 5 mm, pelo que o seu estudo só foi possível com o surgimento do microscópio eletrônico.
        A forma destes organismos pode ser relativamente variada, podendo ser bacilos (alongadas, em forma de bastonete), cocus (esféricas), espirilos (em forma de espiral), vibriões (vírgula) ou pedunculadas (fixas). 





        As formas esféricas são mais resistentes à seca mas, como apresentam uma menor relação área/volume, apenas conseguem viver em zonas de alimento abundante.

Estrutura básica de uma bactéria
Endosporo

Conjugação entre bacilos
Fermentação: algumas bactérias são utilizadas nas indústrias para produzir iogurte, queijo, etc (derivados do leite)
Indústria farmacêutica: na fabricação de antibióticos e vitaminas
Indústria química: na produção de alcoois, como metanol, etanol, etc;
Genética: com a alteração de seu DNA, pode-se fazer produtos de interesse dos seres humanos, como insulina
Fixação do Nitrogênio: retiram o nitrogênio do ar e o fixa no solo, servindo de alimentação para as plantas.

     
   A célula bacteriana típica apresenta as seguintes características:
· Cápsula – algumas bactérias segregam uma substância mucilaginosa por fora da parede celular, cuja presença ajuda a proteger do ataque de glóbulos brancos e outros microrganismos;
· Parede celular – estrutura que dá forma, suporte e proteção á célula. A presença de parede celular impede que a célula rebente em meios hipotónicos mas não a protege de meios hipertónicos, onde a perda de água causa a morte. 
parede celular bacteriana é formada por polissacáridos e péptidos unidos numa molécula designada peptidoglicano. Um dos modos de atuação dos antibióticos é evitar a construção correta da parede celular. 
        A estrutura exata da parede varia ligeiramente, permitindo a classificação em bactérias Gram + (coram de violeta) e bactérias Gram – (coram de rosa), onde se incluem as mais resistentes aos antibióticos e, por esse motivo, as mais perigosas para o Homem. 
A diferença de coloração revela uma estrutura que permite explicar a resistência aos antibióticos das bactérias Gram -, pois estas apresentam uma camada de lipopolissacáridos por cima da camada de peptidoglicano, que é retirada pela lavagem com álcool da técnica Gram. Por este motivo estas bactérias apenas revelam o segundo corante;
· Flagelos – quando as bactérias são capazes de movimento, este geralmente decorre da presença de um ou mais flagelos de estrutura simples, constituídos exclusivamente por flagelina, e que giram dentro de um anel fixo, por vezes até 15 mil rotações por minuto. Os flagelos não estão envolvidos pela membrana plasmática;
· Pili e fímbrias – estruturas semelhantes a cílios, muito numerosas e curtas, de constituição protéica semelhante à dos flagelos. Pensa-se que estarão relacionadas com a fixação ao substrato e movimentos de substâncias, de e para o citoplasma e com a conjugação;
· Membrana plasmática – com a composição e estrutura habituais destas estruturas (bicamada fosfolípidica entremeada com proteínas), pode formar invaginações em cuja superfície se encontram enzimas respiratórias – mesossomos – ou pigmentos fotossintéticos – lamelas internas ou fotossintéticas;
· Citoplasma – contém enzimas, ribossomos e inclusões de reservas, mas sem organismos organizados e individualizados;
· Material genético – composto por uma simples molécula de DNA circular, sem proteínas, localizado numa zona do citoplasma, não envolvida por membrana, designada nucleóide. 
        Além do cromossoma bacteriano, muitas bactérias possuem plasmídeos, pequenos anéis de DNA soltos no citoplasma, contendo um ou dois genes, geralmente codificando a resistência a antibióticos ou reações metabólicas invulgares.

Modo de nutrição

        As bactérias podem ser heterotróficas (realizando absorção) ou autotróficas (realizando fotossíntese ou quimiossíntese). Além disso, podem estabelecer numerosos tipos de relações tróficas, nomeadamente saprofitismo (degradar matéria orgânica morta), mutualismo, comensalismo ou parasitismo (obrigatório ou facultativo).
        Um dos produtos resultantes da fotossíntese, o oxigênio molecular, é um dos fatores que mais condiciona a vida das bactérias.
Relativamente ao efeito da presença de O2 no meio, estes organismos podem ser:
· Aeróbios obrigatórios – utilizam O2 no metabolismo, obtendo energia através da respiração aeróbia, pelo que não podem viver sem esta molécula;
· Aeróbios facultativos – quando existe O2 no meio podem utilizá-lo mas na sua ausência realizam fermentação;
· Anaeróbios obrigatórios – morrem em presença de O2.
        O azoto é constituinte de moléculas essenciais à vida mas é quimicamente inerte, o que impede a sua utilização direta pela maioria dos organismos. As plantas apenas o podem usar sob a forma de nitratos, passando-o para os heterotróficos sob a forma de compostos azotados orgânicos.
        Os animais dependem das plantas para se alimentarem (direta ou indiretamente) mas as plantas, por sua vez, dependem dos procariontes para a sua nutrição. Toda a vida na terra não seria possível sem a fixação biológica de azoto e a correspondente desnitrificação (que devolve o azoto ao ar, impedindo que o azoto do solo seja lixiviado para os oceanos, o que seria o fim da vida na Terra).
        A conversão do azoto, que forma cerca de 80% da atmosfera, em nitratos (uma forma de disponível para as reações biológicas) é a chamada fixação do azoto, um processo crucial para todos os ecossistemas do planeta.
        De todos os organismos existentes no planeta, somente alguns gêneros bacterianos são capazes de fixar o azoto atmosférico, nomeadamente as simbióticas Rhizobium e Bradyrhizobium, que formam nódulos nas raízes de leguminosas. Para além deles, um outro grupo de bactérias filamentosas (actinomicetes) também forma nódulos mas em árvores (como os amieiros), arbustos e algumas ervas perenes, contribuindo igualmente para a acumulação de azoto no solo.
        Muitas outras bactérias vivem regularmente associadas a raízes e folhas de plantas, onde aproveitam o exsudado glicídico da fotossíntese e fornecem azoto em formas utilizáveis.                  
        Outras bactérias, de vida livre como os géneros Anabaena e Nostoc, também fixam azoto, nomeadamente cianobactérias, responsáveis por mais de 25% fixado no oceano. Estas cianobactérias realizam a fixação de azoto em células especializadas designadas heterocistos, que mantêm a enzima nitrogenase isolada do excesso de oxigênio atmosférico.         
        Outras cianobactérias simbióticas, como as que fazem parte de líquenes, aumentam significativamente a capacidade de colonização de ambientes agrestes.
        O azoto é fixado através de uma série de etapas realizadas por vários tipos de organismos.       
        Alguns fazem o processo de amonificação para degradar aminoácidos em amônia (NH4+). O amoníaco (NH3) é convertido a nitrito (NO2-) e este a nitratos (NO3-) por bactérias quimio-autotróficas, num processo designado nitrificação.
        Várias outras bactérias são capazes de reverter o processo – desnitrificação -, convertendo nitratos a nitritos e a amônia, levando eventualmente a azoto, que se liberta do solo e regressa à atmosfera.

Reprodução

        É vulgar as bactérias formarem esporos resistentes, forma sob a qual ultrapassam condições pouco adequadas à sua sobrevivência (como a presença de antibióticos, entre outras).     
A célula em esporulação forma uma parede espessa e sofre uma elevada desidratação, ficando em animação suspensa durante longos períodos de tempo (por vezes dezenas de anos). 
        Os esporos bacterianos são muito resistentes ao calor, não sendo geralmente destruídos pela ebulição, pelo que se utiliza um autoclave (com temperatura da água de 120ºC e pressão de duas atmosferas) para garantir a destruição dos esporos mais resistentes. Quando, nos enlatados, não há higiene, esporos bacterianos podem causar o botulismo, doença potencialmente fatal.
        As bactérias multiplicam-se rapidamente, assexuadamente por bipartição, formando conjuntos de clones que são designados por colônias, cuja cor e propriedades químicas ajudam á sua classificação. 
        Esta enorme capacidade reprodutora faz das bactérias um excelente material biológico na investigação genética, pois um elevado número de gerações em pouco tempo permite alterações importantes no fundo genético destas populações.
        A reprodução sexuada também existe, sendo a conseqüência da transferência de segmentos de DNA de uma célula doadora (macho) para uma célula receptora (fêmea). 
Após a transferência, ocorre a recombinação entre o DNA recebido e o cromossoma bacteriano, originando novas combinações de genes, que serão passadas às bactérias-filhas.
A passagem de segmentos de DNA entre bactérias pode ocorrer de vários modos:
· Transformação – bactéria absorve moléculas de DNA dispersas nomeio, provenientes de outras bactérias mortas, por exemplo;

· Transdução – vírus ou plasmídeos podem servir de vetores para a passagem de segmentos de DNA entre bactérias vivas;    
· Conjugação – DNA passa diretamente da bactéria macho para a bactéria fêmea, através de  pelos sexuais, tubos protéicos microscópicos existentes na superfície do macho.   



A importância das bactérias

As bactérias também têm sua importância no meio ambiente, assim como qualquer ser vivo.

Decomposição: atuam na reciclagem da matéria, devolvendo ao ambiente moléculas e elementos químicos reutilizáveis por outros seres vivos.



BioAjuda
Referências Bibliográficas:

Reino Monera. Portal São FranciscoDisponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bacterias/reino-monera-12.php>. Acesso em: 02 fevereiro 2012. 

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Glossário de Biologia

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Ciclo de Vida das plantas

   O ciclo de vida de um organismo inicia-se com a formação do zigoto e termina com a formação dos gâmetas necessários à reprodução. 
Tendo em conta que a reprodução sexuada apresenta dois fenómenos complementares, a meiose e a fecundação, durante o ciclo de vida de um organismo existe uma alternância entre células haplóides e diplóides. 
Assim, tem-se:
  • Alternância de fases nucleares – a fase haplóide tem n cromossomas, ocorrendo após a meiose, e a fase diplóide tem 2n cromossomas, ocorrendo após a fecundação;
  • Alternância de gerações – geração é a parte do ciclo de vida de um organismo que se inicia com uma célula, dando esta  origem a uma estrutura,  ou entidade, multicelular, a qual irá produzir uma outra célula, através de parte da estrutura multicelular. Segundo esta definição, um ciclo de vida sexuado poderá, no máximo, apresentar duas gerações:
  • Geração gametófita – fase haplóide do ciclo de vida, inicia-se com o esporo e termina nos gâmetas. A estrutura multicelular da geração gametófita designa-se gametófito, onde se irão diferenciar gametângios, estruturas que contêm células que produzirão gâmetas. Os gametângios femininos designam-se oogónios (unicelulares) ou arquegónios (pluricelulares), enquanto os masculinos se designam anterídeos;
  • Geração esporófita - fase diplóide do ciclo, inicia-se com o zigoto e termina com a célula-mãe dos esporos. A estrutura multicelular desta fase designa-se esporófito. No esporófito diferenciam-se estruturas designadas por esporângios, contendo células que se dividem por meiose e originam esporos.
A meiose pode ocorrer em diferentes momentos do ciclo de vida de um organismo:
  • Meiose pós-zigótica - quando este fenómeno ocorre no zigoto, sendo este a única entidade diplóide do ciclo;
  • Meiose pré-espórica - a meiose ocorre na formação dos esporos. O zigoto, por mitoses sucessivas, origina uma entidade diplóide, onde se diferenciam células especiais que, por meiose, originam esporos;
  • Meiose pré-gamética - ocorre durante a formação dos gâmetas, sendo estes as únicas células haplóides do ciclo.
A extensão relativa de cada uma das gerações e fases nucleares está dependente da posição, no ciclo de vida, da meiose e fecundação. Por este motivo, consideram-se três tipos de ciclos de vida:
  • Ciclo haplonte - neste tipo de ciclo de vida a fase haplóide predomina, sendo a fase diplóide constituída apenas pelo zigoto. Deste modo, considera-se que não existe verdadeira alternância de gerações. A meiose ocorre imediatamente a seguir à fecundação (meiose pós-zigótica). Este tipo de ciclo de vida é característico das algas (caminhos A e C);
  • Ciclo diplonte - neste tipo de ciclo a fase diplóide predomina, sendo a fase haplóide formada apenas pelos gâmetas. Também neste caso,não existe verdadeira alternância de gerações. A meiose ocorre imediatamente antes da fecundação (meiose pré-gamética). Este tipo de ciclo é característico de animais e de algumas algas (caminhos B e D);
  • Ciclo haplodiplonte - neste tipo de ciclo existe nítida alternância de fases nucleares e de gerações pois a meiose e a fecundação estão separadas no tempo. A meiose designa-se pré-espórica. Este tipo de ciclo de vida, o mais complexo, é característico das plantas superiores. 
A alternância de gerações tira o máximo partido dos dois tipos de reprodução: a geração gametófita aumenta a variabilidade genética e a esporófita facilita a  dispersão, pela produção de esporos. Nas plantas, as gerações são heteromórficas, ou seja, ao contrário de algumas algas haplodiplontes, o gametófito e o esporófito têm aparências totalmente diferentes (caminhos A e D).
Existem, igualmente, vários tipos de reprodução sexuada:
  • Isogâmica - gâmetas morfologicamente iguais, geralmente flagelados, que são libertados para o meio, onde ocorre a fecundação;
  • Anisogâmica - gâmetas morfologicamente diferentes, sendo o feminino maior, em que ambos são libertados para o meio, existindo fecundação externa;  
  • Oogâmica - caso particular da anisogamia, ocorre quando o gâmeta feminino é tão grande que se torna imóvel, enquanto o masculino é pequeno e móvel. Neste caso a fecundação é interna, no interior do gametângio feminino.
Uma planta designa-se monóica quando apresenta os dois sexos no mesmo corpo e dióica quando apresenta sexos separados. 
O monoicismo pode ser suficiente quando um indivíduo produz um zigoto por autofecundação, ou insuficiente, quando é necessária a fecundação cruzada, seja por causas morfológicas ou fisiológicas (amadurecimento desencontrado dos gâmetas, por exemplo).     


Tendências evolutivas nos ciclos de vida de plantas

Do estudo dos ciclos de vida vegetais pode retirar-se uma série de tendências evolutivas, nomeadamente:  
  • As plantas apresentam sempre alternância de fases nucleares no seu ciclo de vida;
  • Apresentam um ciclo de vida haplodiplonte;
  • A meiose pré-espórica produz esporos que, ao germinar, originam um gametófito haplóide, o qual produz gâmetas por mitose;
  • Há uma nítida tendência para a dominância da diplofase, pois a recombinação genética que ocorre na sua formação permite uma maior capacidade de adaptação a condições em alteração;
  • As estruturas reprodutoras são cada vez mais especializadas;
  • Ao longo da evolução surgiram estruturas estéreis a proteger os gâmetas (anterídeos e arquegónios);
  • Há uma tendência para que a determinação sexual seja feita no esporófito – heterosporia;
  • Há uma tendência para a fecundação ser independente da água e existem reservas na semente, o que permite ao embrião permanecer num estado de latência durante períodos menos favoráveis e ajudando à dispersão. 


Aspectos comparativos de ciclos de vida de algumas plantas


PlantaEspirogiraBodelhaMusgoFetoAçucena
Dependência da água para a fecundação  PresentePresentePresentePresenteAusente
Morfologia dos gâmetas
IsogamiaAnisogamiaOogamiaOogamiaOogamia
Morfologia dos esporos  AusentesAusentesIsosporiaIsosporiaHeterosporia
Alternância de fases nuclearesPresentePresentePresentePresentePresente
Alternância de gerações  AusenteAusentePresentePresentePresente
Geração dominanteGametófitaEsporófitaGametófitaEsporófitaEsporófita
MeiosePós-zigóticaPré-gaméticaPré-espóricaPré-espóricaPré-espórica
Tipo de Ciclo de vida  HaplonteDiplonteHaplodiplonteHaplodiplonteHaplodiplonte




 Análise comparativa das estruturas de alguns ciclos de vida em plantas        
  
PlantaBodelhaMusgoFetoAçucena
Zigoto (2n)  ZigotoZigotoZigotoZigoto
Esporófito (2n)Planta adultaEsporogónioPlanta adultaPlanta adulta
Esporófilo (2n)  --Folha com sorosEstame (m) Carpelo (f)
Esporângio (2n)-CápsulaEsporângio
Antera (m)
Óvulo (f)
Célula-mãe dos esporos (2n)  -Célula-mãe dos esporosCélula-mãe dos esporos
Célula-mãe do grão de pólen (m)
Célula-mãe do saco embrionário (f)
Esporos (n)  -EsporosEsporos
Grão de pólen (m)
Saco embrionário (f)
Gametófito (n)-Planta adultaProtalo
Tubo polínico (m)
Saco embrionário germinado (f)
Gametângio (n)
Anterídeo (m)
Oogónio (f)
Anterídeo (m)
Arquegónio (f)
Anterídeo (m)
Arquegónio (f)
Núcleo germinativo (m)
Sinergídeas (f)
Gâmetas (n)  
Anterozóide (m)
Oosfera (f)
Anterozóide (m)
Oosfera (f)
Anterozóide (m)
Oosfera (f)
Anterozóide (m)
Oosfera (f)



BioAjuda
Referências Bibliográficas:

Ciclo de vida em plantas. Simbiotica.orgDisponível em:  <http://www.simbiotica.org/ciclosdevida.htm>. Acesso em: 30 janeiro 2012. 
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Reino Plantae

Origem e Classificação das plantas

    Os organismos do Reino Plantae são multicelulares, com células eucarióticas. São autossuficientes, ou seja, produzem o próprio alimento através da fotossíntese, sendo assim chamados de autótrofos. Todas as células vegetais possuem celulose em sua parede celular, vacúolos e cloroplastos em seu interior.
    Utilizando a luz, ou seja, a energia luminosa, as plantas produzem a glicose, matéria orgânica formada a partir da água e do gás carbônico que obtêm do alimento, e liberam o gás oxigênio.
    As plantas, juntamente com outros seres fotossintetizantes, são produtoras de matéria orgânica que nutre a maioria dos seres vivos da Terra, atuando na base das cadeias alimentares. Ao fornecer o gás oxigênio ao ambiente, as plantas também contribuem para a manutenção da vida dos seres que, assim como elas próprias, utilizam esse gás na respiração. As plantas conquistaram quase todos os ambientes da superfície da Terra.
    Segundo a hipótese mais aceita, elas evoluíram a partir de ancestrais protistas. Provavelmente, esses ancestrais seriam tipos de algas pertencentes ao grupo dos protistas que se desenvolveram na água. Foram observadas semelhanças entre alguns tipos de clorofila que existem tanto nas algas verdes como nas plantas.
    A partir dessas e de outras semelhanças, supõe-se que as algas verdes aquáticas são ancestrais diretas das plantas.
    Há cerca de 500 milhões de anos, as plantas iniciaram a ocupação do ambiente terrestre. Este ambiente oferece às plantas vantagens como: maior facilidade na captação da luz, já que ela não chega às grandes profundidades da água, e facilidade da troca de gases, devido à maior concentração de gás carbônico e gás oxigênio na atmosfera. Esses fatores são importantes no processo da respiração e da fotossíntese.

Mas e quanto a presença da água, tão necessária à vida?
    Ao compararmos o ambiente terrestre com o ambiente aquático, verificamos que no terrestre a quantidade de água sob a forma líquida é bem menor e também que a maior parte dela está acumulada no interior do solo.
    Como, então, as plantas sobrevivem no ambiente terrestre? Isso é possível porque elas apresentam adaptações que lhes possibilitam desenvolver no ambiente terrestre e ocupá-lo eficientemente. As plantas adaptadas ao ambiente terrestre apresentam, por exemplo, estruturas que permitem a absorção de água presente no solo e outras estruturas que impedem a perda excessiva se água. Veremos mais adiante como isso ocorre.
Devemos lembrar que alguns grupos de plantas continuaram sobrevivendo em ambiente aquático.

Classificação das plantas
    As plantas cobrem boa parte dos ambientes terrestres do planeta. Vistas em conjunto, como nesta foto, parecem todas iguais. Mas na realidade existem vários tipos de planta e elas ocupam os mais diversos ambientes.

    Você já sabe que para classificar, ou seja, organizar diversos objetos ou seres em diferentes grupos, é preciso determinar os critérios através dos quais identificaremos as semelhanças e as diferenças entre eles.
    Vamos ver agora como as plantas podem ser classificadas.
    O reino das plantas é constituído de organismos pluricelulares, eucariontes, autótrofos fotossintetizantes.
É necessário definir outros critérios que possibilitem a classificação das plantas para organizá-las em grupos menos abrangentes que o reino.
Em geral, os cientistas consideram como critérios importantes:
  • a característica da planta ser vascular ou avascular, isto é, a presença ou não de vasos condutores de água e sais minerais (seiva bruta) e matéria orgânica (a seiva elaborada);
  • ter ou não estruturas reprodutoras (semente, fruto e flor) ou ausência delas.
Os nomes dos grupos de plantas
  • Criptógama: palavra composta por cripto, que significa escondido, e gama, cujo significado está relacionado a gameta (estrutura reprodutiva). Esta palavra significa, portanto, "planta que tem estrutura reprodutiva escondida". Ou seja, sem semente.
    • As criptogamas dividem-sem em dois grupos:
      • Briófitas: Criptógamas que não possuem vasos especializados ara o transporte de seiva; são plantas de pequeno porte. Exemplos: musgos e hepáticas;
      • Pteridófitas: Criptógamas que possuem vasos condutores de seiva. exemplos: samambaias e avencas.
Por possuirem vasos, as pteridófitas e todas as fanerógamas são chamadas plantas vasculares ou traqueófitas e são plantas de maior porte que as vasculares.
      O corpo das plantas vasculares é constituido basicamente por raiz, caule e folhas, enquanto nas briófitas fala-se em rizóide, caulóide e filóide, estruturas externamentee semelhantes respectivamente a raiz, caule e folha, mas sem vasos condutores de seiva.
     
      Fanerógama: palavra composta por fanero, que significa visível, e por gama, relativo a gameta. Esta palavra significa, portanto, "planta que tem a estrutura reprodutiva visível". São plantas que possuem semente.
     As fanerógamas também são divididas em dois grupos:
  • Gimnosperma: palavra composta por gimmno, que significa descoberta, e sperma, semente. Esta palavra significa, portanto, "planta com semente a descoberto" ou "semente nua". As gimnospermas possuem sementes, mas não formam frutos. Suas sementes são chamadas "nuas" pois não estão abrigadas no interior de frutos. Exemplo de gimnosperma: pinheiro-do-paraná.
  • Angiosperma: palavra composta por angion, que significa vaso (que neste caso é o fruto) e sperma, semente. A palavra significa, "planta com semente guardada no interior do fruto". As angiospermas possuem sementes abrigadas no interior de frutos, os frutos são resultantes do desenvolvimento do ovário da flor. Exemplos de angiospermas: mangueira, figueira, laranjeira.

    Os vegetais são classificados quanto à presença ou ausência de flores. As plantas que não possuem flores e cuja estrutura reprodutora é pouco visível são chamadas de criptógamas (cripto = escondido; gamae = gametas); e as plantas que possuem flores e cuja estrutura reprodutora é bem visível, denominamos fanerógamas (fanero = visível; gamae = gametas).
As plantas, quanto à presença ou ausência de vasos condutores, são classificadas em plantas avasculares vasculares.
    As plantas avasculares são destituídas de vasos condutores da seiva. Os filos que apresentam vegetais avasculares são:

• Filo Bryophyta (musgos);
   Criptógamas que não possuem vasos especializados para o transporte de seiva; são plantas de pequeno porte. 


• Filo Hepatophyta (hepáticas);
• Filo Anthocerophyta (antóceros).

    As plantas vasculares, também chamadas de traqueófitas, possuem vasos condutores de seiva. Dentre os vegetais vasculares há os que possuem sementes e os que não possuem sementes.
    Os filos que possuem vegetais vasculares, que não possuem sementes, são:

• Filo Pterophyta (samambaias e avencas);
   Criptógamas que possuem vasos condutores de seiva.


• Filo Lycophyta (licopódios e selaginelas);
• Filo Sphenophyta (cavalinha);
• Filo Psilotophyta (psilotáceas).

    Os filos vegetais que apresentam plantas vasculares com sementes são as Gimnospermas e as Angiospermas.

1. Gimnospermas: vegetais que não apresentam flores, criptógamas e nem frutos.
• Filo Coniferophyta (pinheiros e ciprestes);
• Filo Cycadophyta (cicas);
• Filo Gnetophyta (gnetáceas);
• Filo Ginkgophyta (gincobilobas).

2.    Angiospermas: vegetais que apresentam flores e frutos.
• Filo Magnoliophyta ou Anthophyta (árvores, capins, etc.).

Entenda mais sobre o reino Plantae.
Vídeo Aula:



BioAjuda
Referências Bibliográficas:

Reino Plantae ou Metaphyta. 
Só BiologiaDisponível em:  <
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos4/bioplantas.php>. Acesso em: 30 janeiro 2012. 


LOUREDO, PAULA. Reino Plantae. Brasil EscolaDisponível em:  < http://www.brasilescola.com/biologia/reino-plantae.htm>. Acesso em: 30 janeiro 2012. 


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